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"Faça todo o bem que você puder, com todos os recursos que você puder, por todos os meios que você puder, em todos os lugares que você puder, em todos os tempos que você puder, para todas as pessoas que você puder, sempre e quando você puder". John Wesley

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Porque está abatida ó minh'alma


             Certa vez, diante de uma situação extremamente difícil e delicada, alguém a quem amo muito dizia sentir muita dor. Tudo que essa pessoa conseguia falar é que estava doendo. Com os olhos cheios de lágrimas, como que pedindo socorro, ela olhava para cada médico, enfermeira ou alguém que entrasse naquele quarto de hospital e dizia: Está doendo.
            Em um desses momentos, um dos médicos olhou para mim com um ponto de interrogação nos olhos. Olhou novamente para ela e perguntou: Está doendo o que? A pessoa não sabia responder, e naquele momento eu fiz uma leitura e disse ao médico: Está doendo a alma.
            Ele olhou novamente para mim, levantou as sobrancelhas, emitiu uma expressão de espanto, calou-se, virou-se e saiu.
            Naquele momento, eu não tinha consciência exata do que estava falando, mas com o passar do tempo, cada vez mais fui tendo clareza que sim, a alma dói. E arrisco dizer que é uma das maiores dores, pois não há analgésico ou qualquer outra medicação capaz de tirar essa dor.
            E quando a alma dói?
            Quando não conseguimos lidar com algumas situações. Quando não conseguimos lidar com a tristeza, quando não conseguimos lidar com a rejeição, quando não conseguimos lidar com os nãos da vida, quando não conseguimos lidar com relacionamentos e até mesmo quando não conseguimos lidar conosco mesmo. Paulo disse: Não faço o que prefiro, mas o que detesto eu faço.
            Muitos atribuem as dores da alma a falta de fé, falta de confiança. Que bom se assim fosse. Tantas coisas seriam resolvidas. Tantas pessoas seriam curadas. Entretanto quando olhamos a Palavra de Deus, vemos homens valentes, cheios de fé que enfrentaram duramente essa enfermidade. Jonas e Elias pediram para si a morte. Não aguentavam mais... Não havia mais razões para viver. Davi nos Salmos 42 e 43 repete uma frase bastante significativa: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu”.
            O alívio vem dEle, somente dEle. Por mais difícil que seja, escolha esperar no Senhor, pois ainda O louvará.
             


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sobre fazer o que nos faz felizes...


            É muito comum ouvirmos tal expressão: Você tem que fazer o que te faz feliz. Sentir-se feliz é uma das maiores aspirações do ser humano. Realmente é uma sensação maravilhosa e até eu, que sou mais bobinha, gosto muito de me sentir assim.
            Entretanto, tenho visto uma geração “facebookana” que me dá a impressão que sempre está tudo perfeito, e que a única possibilidade que se tem na vida é “ser feliz tempo integral”. Paralelo a isso, o que mais tenho visto é gente frustrada, triste, em processo de depressão ou totalmente deprimida.
            Leva-me então a refletir se de fato essa sensação de felicidade full time é real, pois se é, eu não a conheço.
            Vamos lá. Se eu fizer o que realmente me dá essa sensação de felicidade vou pegar uma mochila, jogar no carro e sair sem rumo. Meu esposo e eu já fizemos isso algumas vezes. Amamos viajar. Amamos sair sem programação definida, para andar por caminhos novos, estradinhas que entramos só para ver onde vai dar. Parar em lugares diferentes para experimentar a comida, e muitas vezes sair rindo, porque paramos em uma enorme furada. Como disse, já fizemos isso algumas, mas para fazermos isso uma vez ao ano, por quinze ou trinta dias, precisávamos passar outros onze meses fazendo coisas que nem sempre nos davam essa tal sensação “Happy full time”. Precisava cumprir horários, precisava aguentar patrão, clientes... precisava encarar trabalhos, provas, companheiros/as de jornada que nem sempre eram tão agradáveis. Isso me faz lembrar que a vida não é construída somente com as boas experiências, e que não se conquista nada sem que haja uma dose de esforço e dedicação. Nosso caráter é forjado nas batalhas do dia-a-dia. E quando colocado no fogo um material revela sua qualidade.
            Nós precisamos aprender a lidar com os nãos da vida. Com as frustrações, com o que não nos traz tanto prazer, até para valorizar mais, aquilo que de fato é precioso, como por exemplo, as pessoas que nos são caras, que nos amam, e que muitas vezes ferimos sem dó, em nome de uma “happy full time” que não existe.

            Só acho... 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Sobre Ser ou Estar Metodista

Hoje gostaria apenas de deixar aqui um testemunho da minha experiência como Metodista.

Não sou "metodista de berço" e me desculpem, mas não simpatizo muito com essa expressão, embora compreenda. 
O mais triste é que de berço eu fui uma cristã menos que meia boca. Embora de uma família cristã, éramos apenas nominais. Não frequentávamos assiduamente a comunidade, não estávamos envolvidos com as questões de fé, e em nosso lar, pouco ou nada se vivia a fé em Jesus Cristo.
Tive uma experiência com Jesus por volta dos 25 anos e não foi na Igreja Metodista.


Na caminhada da vida, por circunstância de mudança de cidade, tentando cumprir o ide de Jesus, começamos a evangelizar um grupo e não tínhamos pastor. Foi então que conhecemos um pastor Metodista de uma cidade vizinha que se dispôs a cuidar e pastorear esse grupo, e assim surgiu a Igreja Metodista na cidade onde morávamos.


Muito bem, porque escrevo tudo isso?


Nós não éramos metodistas, mas algo nos chamou a atenção nessa igreja. Não conhecíamos muita coisa, mas percebíamos que havia algo diferente. Havia harmonia, havia liberdade, havia respeito.

Fomos convidados a participar de um culto de encontro de pastores que estava acontecendo, reunindo pastores da sexta e da segunda região. A essas alturas já sabíamos que havia os tradicionais e os avivados... e esse encontro foi um marco na nossa vida como cristãos. Percebemos como era lindo a liberdade e harmonia entre os "diferentes"... os avivados, "avivavam" e os tradicionais, "tradicionavam". Tudo com muito respeito, em perfeita harmonia.

Tenho irmãos de carnes e somos muito diferentes, embora sejamos iguais.


Eu aprendi a louvar a Deus pelas diferenças... Amo as diferenças, porque nelas eu cresço e amadureço. Não tenho medo do diferente, tenho medo da "hegemonia plena", porque não creio que ela exista. Deus nos fez diferentes, embora iguais.

Que possamos mais uma vez ser metodistas. Pensando e deixando pensar. Trabalhando pela unidade na diversidade e acima de tudo, sermos agentes do amor.


Paz e bem a todos!

Pra. Izabel Nixdorf

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Não despreze os pequenos começos

Não despreze os pequenos começos
(Zc 4.10)

            Observando o desenvolvimento de uma jabuticabeira percebi que há uma diferença entre elas. Algumas demoram quatro a cinco vezes mais para dar frutos do que outras. As que são plantadas a partir de uma sementinha, levam em média 20 anos para frutificar. Já as chamadas plantas de enxerto podem frutificar entre quatro e cinco anos. Qual a diferença? As primeiras, que levam cerca de 20 anos para produzir frutos são mais resistentes e vivem por mais tempo.
            Somos tentados cada dia mais a ansiar por resultados imediatos. É assim na vida. No trabalho somos cobrados por resultados rápidos, na escola precisamos aprender e temos prazo para isso. Se perdermos o prazo somos sempre penalizados.
            Infelizmente a cultura do imediatismo tem se inserido na cultura do reino, e já não gostamos das pequenas coisas ou dos pequenos começos. Queremos as coisas grandes e espetaculares.
            Pensando na jabuticabeira que demora mais para produzir o que se espera dela, mas que por outro lado é mais resistente e tem uma vida mais longa, podemos pensar que uma árvore para ser resistente precisa de raízes mais profundas, e raízes mais profundas leva tempo para se formar. Assim somos nós. Precisamos de raízes profundas para não sermos abalados pelas tempestades da vida.
            Lembre-se uma pequena semente gera uma grande árvore. Uma pequena nuvem, do tamanho da mão de um homem, pode trazer chuva em abundância e assim regar toda a terra.
            Agradeça ao Senhor pela pequena semente que Ele tem depositado em sua mão, pois uma pequena semente traz consigo esperança de vida. Lance a semente, cuide dela e alguém colherá os frutos.
            Hoje celebramos 33 anos da Igreja Metodista na Vila Acordes, porque algum dia alguém acreditou e lançou a semente.
            Não despreze os pequenos começos, pois você verá a glória do Senhor!
           
Parabéns Igreja Metodista na Vila Acordes.
Que Deus continue caminhando conosco e nós com Ele.

Pra. Izabel Nixdorf

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Liberdade!

Gálata 5.1 e 13 – 16

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão... Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos. Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”.

            Liberdade é algo de extremo valor para a maioria dos seres humanos. Desde muito cedo alimentamos o “sonho da liberdade”, imaginando o dia em que completaremos a maioridade. Pensamos que ser livres é poder ir e vir sem dar satisfações, fazer o que quisermos sem precisarmos prestar contas. Porém liberdade no sentido pleno é muito mais que isso, e requer de nós muita responsabilidade. Espiritualmente falamos, éramos escravos do pecado, e estávamos obrigados a guardar toda a lei. Cristo nos libertou, e para a liberdade foi que nos libertou (vs. 1).

            O que é então liberdade, ou melhor, a liberdade que a Palavra de Deus nos ensina? Lemos em Jo 8.32 que “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Que verdade é essa? A verdade das religiões, a verdade de uma pessoa? Não, a verdade é Jesus, o verbo que se fez carne. A verdade é o próprio Jesus. Ele é o nosso padrão, Ele é o nosso alvo, nosso Senhor, nosso Salvador, nosso exemplo, nosso referencial para a vida.
            Por isso, não podemos nunca achar que somos donos da verdade, que sabemos tudo e que somente a maneira que entendemos é correta. Jesus veio e cumpriu a lei, mas em alguns casos também mostrou que os religiosos da época estavam equivocados e no verso 14 diz: “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
            Não há outra forma de vivermos a verdade ou a liberdade, sem que seja através do olhar de Cristo. A velha e boa pergunta: “Em meu lugar o que faria Jesus?”, responderá sempre a respeito do que eu devo fazer.

Que Ele nos direcione segundo a Verdade dEle.


Pra. Izabel Nixdorf

quinta-feira, 19 de março de 2015

Tristeza não... Alegria sim!

Fp 4.4-7

"Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus".

            Há dias que temos a impressão que o mundo está desabando, ou melhor, nós estamos desabando. Sentimos uma tristeza profunda no ser e se precisarmos dar razão dessa tristeza teremos inúmeras coisas a listar, mas ao mesmo tempo nenhuma delas nos parece razão suficiente para tamanha tristeza. Uma angústia, um desejo de chorar, desejo de se isolar... quem dera nesses momentos ninguém falasse conosco, mas ao mesmo tempo, quem dera alguém nesse momento nos desse um abraço, um colo. Porém não serve qualquer colo...
            Que complexo é o ser humano! Que turbilhão de emoções nos envolve. Descarga hormonal, estresse, cansaço, decepções, ilusões, expectativas, frustrações... meu Deus!!! O que fazer? Para onde fugir?
            Sempre o melhor refúgio é no Senhor. Ele é e sempre será nosso refúgio e fortaleza como ensina o salmista. Porém temos mais que isso. A Palavra nos diz: Alegrai-vos sempre no Senhor... Isso nos ensina que quando não houver nenhuma outra razão para nos alegrarmos, o Senhor é razão suficiente e é a alegria do Senhor que é a nossa força.
            E podemos alegra-nos nEle, pois Ele está perto. Ele está conosco. Comigo e com você. Ele não nos desampara, não nos abandona!
            A nossa tristeza gerada por esse turbilhão de emoções tem muito a ver com nossa ansiedade pela vida. E o Senhor também nos ensina: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”. O que você precisa mesmo? Qual é a sua lista de decepções, frustrações ou preocupações? Conte para o Senhor.
            Quando aprendermos a apresentar tudo ao Senhor, a confiar que Ele tem cuidado de nós, que Ele está perto e tem prazer em nos abençoar, sendo Sua vontade para nós perfeita, boa e agradável, então de fato “...a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o nosso coração e a nossa mente em Cristo Jesus”.
            Em Cristo podemos nos alegrar sempre, apesar de...

            Tenham um lindo e abençoado dia!
            Pra. Izabel Nixdorf


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Conhecendo Jesus

Jo 1.38, 39
38 E Jesus, voltando-se e vendo que o seguiam, disse-lhes: Que buscais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes?
39 Respondeu-lhes: Vinde e vede. Foram, pois, e viram onde Jesus estava morando; e ficaram com ele aquele dia, sendo mais ou menos a hora décima.

            Pensando sobre esse texto do Evangelho de João lembrei-me de Jó 42.5 quando este diz: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem”. O convite de Jesus é Vinde e vede.

            Muitas vezes nós pensamos que conhecemos alguém só porque ouvimos falar à respeito. O pior é que até emitimos julgamentos sobre tal pessoa e nunca tivemos nenhum tipo de relacionamento com ela. Só ouvimos falar.  Se ouvimos falar mal, não gostamos. Se, por outro lado, ouvimos falar bem, amamos.

            Jesus nos diz: Vinde e vede, porque Jesus não é alguém que se pode apenas ouvir falar. Ele quer relacionar-se comigo e com você. Ele quer que você e eu tenhamos uma experiência pessoal com Ele e que possamos então falar dEle com autoridade.

            Enquanto só ouvirmos falar, teremos uma fé superficial, mas quando nossos olhos o contemplarem de fato, nossa vida nunca mais será a mesma.

            Não aceite apenas o que dizem das pessoas, busque conhecê-las de fato.


            Não aceite apenas o que dizem sobre Jesus, busque conhecê-Lo cada dia mais. Ele se revela aos que o buscam, pois o convite foi Ele mesmo que fez. Vinde e vede!

Que o Senhor nos abençoe
Pra. Izabel Nixdorf