Paulo
em suas viagens missionárias plantava igrejas e formava outros líderes. Nós
olhamos para a história dele e para a de tantos outros ainda hoje e ficamos
maravilhados com o que Deus faz através da vida de alguns homens e mulheres.
Nesse
texto aqui vemos que ele arregimentou Timóteo para a próxima etapa da viagem.
Chegou ao lugar, conheceu Timóteo, ouviu o bom testemunho sobre ele, preparou
Timóteo e o levou junto para a missão.De fato o apóstolo Paulo foi um grande líder. É claro que não foi perfeito, mas foi alguém que deixou um grande e bom legado pra a igreja cristã.
Uma
das características de um bom líder é que este tem a consciência que não pode
trabalhar sozinho. É alguém que reconhece que o outro também é importante na
missão.
Outro
bom exemplo disso foi Moisés. Primeiro, na batalha contra os amalequitas.
Israel prevalecia enquanto Moisés estava com os braços levantados, mas não era
possível ficar o tempo todo com os braços para cima. Então seus auxiliares Arão
e Hur serviam de suporte para que suas mãos não caíssem, não desfalecessem (Es.
17). Em um segundo momento ele é orientado por Jetro, e estabeleceu líderes
para auxiliá-lo no atendimento às pessoas. Moisés precisava confiar e delegar
para que outros o ajudassem. Ele entendeu que não podia fazer tudo sozinho.
Creio
que essa é uma questão muito clara para todos nós. Porém, porque será que temos
dificuldades em delegar tarefas? Acredito
que em geral temos dificuldades porque queremos que o outro faça da forma como
nós faríamos. Queremos delegar, mas somos controladores, e um líder controlador
cansa, se esgota, desanima... desfalece.
Podemos
entender então, que um bom líder precisa escolher pessoas para ajudá-lo(a).
Pessoas em quem ele possa confiar e também com quem ele possa contar. Para isso
precisamos pedir a Deus que nos dê discernimento.
DISCERNIMENTO
é a capacidade de estabelecer conveniente diferença (entre coisas e pessoas);
conhecer; medir bem; avaliar...Poderíamos dizer que uma pessoa que tem discernimento, é no mínimo uma pessoa ponderada (equilibrada), em tudo o que faz.
Por
exemplo – Uma pessoa que tem discernimento é alguém que:
1º.
Gasta tempo meditando sobre o que falar, como e onde falar. Paulo esteve diante
de autoridades, governadores... ele sabia que não podia perder a oportunidade e
precisava escolher as palavras certas.
2º.
Gasta tempo meditando a cerca da missão. É preciso refletir sobre os caminhos
da missão. Precisamos planejar com cuidado e trabalhar para que o que foi
planejado se cumpra, mas ao mesmo tempo precisamos estar atentos à direção do
Espírito Santo, e ter disposição para mudar nossos planos se preciso for porque
nós planejamos, mas a resposta certa vem do Senhor.
No
vs. 7 vemos que eles queriam ir para Bitínia, mas o ES não permitiu, em seguida
Deus deu uma visão a Paulo para que fossem à Macedônia.
Como
líderes, muitas vezes queremos que as coisas aconteçam da forma como
planejamos, e isso até um certo ponto é zelo e seriedade com as coisas de Deus.
É bom! Mas, por conta disso, não podemos calar a voz do Espírito e impedir o
crescimento da missão.
Portanto
se olharmos para grandes líderes usados por Deus veremos alguns traços
em comum.
1º. São bons ouvintes – saber
ouvir é essencial. Ás vezes as pessoas falam um monte, mas não sabem ouvir. Até
escutam, porque graças a Deus não são surdas. Só que há diferença entre escutar
e ouvir. Alguém que sabe ouvir, é alguém que tem também a capacidade de se
colocar no lugar do outro (empatia). É alguém que de verdade se importa com a
dor do outro, que tem compaixão. Nós devemos ouvir o dobro do que falamos. Pv 10.19 diz: Na multidão de
palavras não falta transgressão. Precisamos ouvir Deus, mas precisamos ouvir também as pessoas.
2º. São intuitivos, perceptivos
– São pessoas que percebem o que está acontecendo ao seu redor. Não com uma
visão negativa, mas que ao olhar para uma situação consegue ler nas
entrelinhas, consegue ver além das aparências. Tem percepção da realidade, do contexto em que está inserido.
3º. São bem conectados – Se a
conexão não for boa, não haverá comunicação. Como uma rede de computadores, não
pode ter interferência na conexão. Nós temos que estar unidos com os nossos
líderes e com os nossos liderados.
4º. São Flexíveis – É alguém que
se dobra e até se verga, sem que por isso se quebre. É alguém que se submete,
se acomoda, ao mesmo tempo é suave e dócil. Não grita para ter razão. É alguém
que é capaz de dialogar, respeitar e conviver com as diferenças de opinião.
5º. São otimistas – o que é uma
pessoa otimista? É alguém que tem fé. Não estou falando de pensamento positivo.
Uma pessoa otimista, crê que é possível, pois conhece o Deus que está servindo. Busca sempre o que tem de melhor.
Procura ver mais as coisas boas que acontecem e entendem que essas superam as
ruins. Uma pessoa otimista consegue ver mais as qualidades no seu próximo do
que as fraquezas.
É muito provável, ou quase lógico, que eu e você não tenhamos todos esses traços de maneira
completa em nossas vidas.
Em
alguns momentos não sabemos ouvir, em outros não teremos a real percepção do
que está acontecendo. Muitas vezes a conexão não está muito boa e até por conta
disso nos tornamos inflexíveis. Haverá dias que não conseguiremos ver nada de
bom em nada e em ninguém.
Apesar disso, o
que não podemos é desistir de buscar desenvolver esses traços em nós. Se não
for para ter uma liderança abençoada que seja para nos relacionarmos melhor até
mesmo dentro de casa.
Paulo
agiu assim. Ouviu o testemunho a respeito de Timóteo, percebeu a possibilidade
de usá-lo na missão, estava ligado a tudo que acontecia com as igrejas, foi
flexível a voz do Espírito Santo e creu que era possível continuar. Foi
abençoado e teve um ministério bastante próspero aos olhos de Deus.
Teve
altos e baixos, mas não perdeu o foco. Errou algumas vezes, mas foi flexível
para voltar atrás.
Que
eu e você possamos ser líderes conforme Deus quer que sejamos. Bons ouvintes,
intuitivos, conectados, flexíveis e otimistas cheios de fé, para a glória do
Senhor.
Que o Senhor da vida, criador de todas as coisas e nosso Pai,
derrame sobre nós a sua graça e sua constante presença.
Pra. Izabel Nixdorf