Mais uma vez quero reafirmar que não
sou defensora de nenhum partido político, pois embora alguns deles tenham uma
ideologia bonita, há muito não me iludo e sei que não passa de ideologia, sendo
a prática muito diversa de suas teorias. Tem aparência de bem, mas na
essência...
O que me inquieta é que enquanto
ficamos nas discussões partidárias e nos compartilhamentos de coisas que sequer
sabemos ser verdade ou não (independente do lado), muitas vezes não paramos
para refletir sobre o que nós enquanto cidadãos, estamos fazendo para melhorar
nosso país.
Eu tenho dito que se há corrupção é
porque existe os que corrompem e os que se deixam corromper. Por exemplo, um
policial se vende porque tem quem o compre, desde uma simples multa até um
caso mais “grave” por assim dizer.
Há muitas coisas que precisam mudar.
O jeitinho brasileiro, o levar vantagem, o receber privilégios sobre as outras
pessoas e pensar que está tudo certo. Pedir por um serviço e achar que está
tudo bem te passarem na frente dos outros que pediram primeiro. Não respeitar o
pensamento que é diferente do nosso e partir para agressões, físicas ou
verbais. Achar que somos “donos” de toda verdade e que se eu estou bem e gosto
do que faço, o outro tem que aceitar e gostar também.
Nesse tempo de copa do mundo a falta
de respeito é “liberada”. Os direitos de uns são suprimidos em benefício de
outros, mas não quero nem entrar propriamente nas questões da FIFA com suas
leis próprias que se sobrepõem até mesmo aos direitos constitucionais de ir e
vir. Quero entrar na questão do respeito ao próximo, antes, durante e depois das
partidas de futebol.
Respeito aos níveis de barulho? O
que é isso mesmo? Tem hospitais com pessoas muito doentes que precisam
descansar? Problema delas. Tem crianças recém-nascidas que precisam dormir? Os
pais que se virem. Tem animais que sofrem com sua audição diferente da nossa?
Que se explodam os animais!
Beber e dirigir todos nós sabemos
que é uma combinação assassina. Temos no país uma lei seca nos estádios para
evitar problemas (ah desculpem, esqueci da lei FIFA). Entretanto as pessoas se "encharcam" em
suas casas mesmo e depois do jogo saem em carreatas para comemorar, talvez
fosse melhor dizer “bebemorar”... E muitas vezes essas “bebemorações” terminam
em tragédias e choro. E o mais triste é que na maioria das vezes envolve
pessoas que não faziam parte da festa. São acidentes, brigas, balas perdidas,
enfim, tantas mazelas que nós população causamos a nós mesmos.
É humanamente impossível
policiamento para coibir tais abusos, nas quantidades que são, quando não há consciência cidadã e consciência humana de ser responsável por si e pelos seus atos.
Você quer se alegrar, quer celebrar
a sua alegria do futebol? Faça-o com toda liberdade. Porém lembre-se que a sua
liberdade não pode penalizar a liberdade do outro. O seu direito termina no
exato ponto que começa o direito do outro. Faça com consciência e
responsabilidade.
E a nós que cremos em Deus e
professamos a fé cristã cabe ainda uma outra tarefa que nos ensina a Palavra de
Deus: “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao
SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz” Jr 29.7.
Que Deus nos dê graça e cuidado nesse tempo que se chama hoje
Pra. Izabel Nixdorf