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"Faça todo o bem que você puder, com todos os recursos que você puder, por todos os meios que você puder, em todos os lugares que você puder, em todos os tempos que você puder, para todas as pessoas que você puder, sempre e quando você puder". John Wesley

terça-feira, 24 de junho de 2014

Até onde vai o meu e o seu direito?

             Vivemos tempos difíceis em nosso país. Por um lado há pessoas tentando nos fazer acreditar que está tudo bem, que tudo melhorou, que os escândalos que estão aí são apenas intriga da oposição e que a corrupção não é real. Por outro, há pessoas que criticam tudo, demonizam tudo e literalmente culpam o governo por absolutamente tudo.
            Mais uma vez quero reafirmar que não sou defensora de nenhum partido político, pois embora alguns deles tenham uma ideologia bonita, há muito não me iludo e sei que não passa de ideologia, sendo a prática muito diversa de suas teorias. Tem aparência de bem, mas na essência...
            O que me inquieta é que enquanto ficamos nas discussões partidárias e nos compartilhamentos de coisas que sequer sabemos ser verdade ou não (independente do lado), muitas vezes não paramos para refletir sobre o que nós enquanto cidadãos, estamos fazendo para melhorar nosso país.
            Eu tenho dito que se há corrupção é porque existe os que corrompem e os que se deixam corromper. Por exemplo, um policial se vende porque tem quem o compre, desde uma simples multa até um caso mais “grave” por assim dizer.
            Há muitas coisas que precisam mudar. O jeitinho brasileiro, o levar vantagem, o receber privilégios sobre as outras pessoas e pensar que está tudo certo. Pedir por um serviço e achar que está tudo bem te passarem na frente dos outros que pediram primeiro. Não respeitar o pensamento que é diferente do nosso e partir para agressões, físicas ou verbais. Achar que somos “donos” de toda verdade e que se eu estou bem e gosto do que faço, o outro tem que aceitar e gostar também.
            Nesse tempo de copa do mundo a falta de respeito é “liberada”. Os direitos de uns são suprimidos em benefício de outros, mas não quero nem entrar propriamente nas questões da FIFA com suas leis próprias que se sobrepõem até mesmo aos direitos constitucionais de ir e vir. Quero entrar na questão do respeito ao próximo, antes, durante e depois das partidas de futebol.
            Respeito aos níveis de barulho? O que é isso mesmo? Tem hospitais com pessoas muito doentes que precisam descansar? Problema delas. Tem crianças recém-nascidas que precisam dormir? Os pais que se virem. Tem animais que sofrem com sua audição diferente da nossa? Que se explodam os animais!
            Beber e dirigir todos nós sabemos que é uma combinação assassina. Temos no país uma lei seca nos estádios para evitar problemas (ah desculpem, esqueci da lei  FIFA). Entretanto as pessoas se "encharcam" em suas casas mesmo e depois do jogo saem em carreatas para comemorar, talvez fosse melhor dizer “bebemorar”... E muitas vezes essas “bebemorações” terminam em tragédias e choro. E o mais triste é que na maioria das vezes envolve pessoas que não faziam parte da festa. São acidentes, brigas, balas perdidas, enfim, tantas mazelas que nós população causamos a nós mesmos.
            É humanamente impossível policiamento para coibir tais abusos, nas quantidades que são, quando não há consciência cidadã e consciência humana de ser responsável por si e pelos seus atos.
            Você quer se alegrar, quer celebrar a sua alegria do futebol? Faça-o com toda liberdade. Porém lembre-se que a sua liberdade não pode penalizar a liberdade do outro. O seu direito termina no exato ponto que começa o direito do outro. Faça com consciência e responsabilidade.

            E a nós que cremos em Deus e professamos a fé cristã cabe ainda uma outra tarefa que nos ensina a Palavra de Deus: “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz” Jr 29.7.

Que Deus nos dê graça e cuidado nesse tempo que se chama hoje
Pra. Izabel Nixdorf

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Não se detenha no caminho da lamentação

Salmo 13  
1 Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto?
2 Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?
3 Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte;
4 para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar.
5 No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação.
6 Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.

Quem de nós nunca fez essa pergunta: “até quando Senhor?”. Ou talvez perguntamos: “Porque comigo? O que eu fiz para merecer?”.
A verdade é que todos nós em algum momento das nossas vidas lamentamos por algo. A lamentação faz parte da vida de todo ser humano, inclusive do cristão.
O grande problema é quando sucumbimos e não deixamos de lamentar e passamos então à murmuração.
Davi passou pelo caminho da lamentação, mas não se deteve. No verso três vemos que ele deu um passo para sair da lamentação. Ele pôs-se a orar. Quando oramos e declaramos nossa confiança em Deus, nos colocamos diante do Senhor por algo que nos aflige o Senhor vem em nosso socorro. Então Ele transforma o nosso lamento em alegria. Davi conclui o salmo dessa forma: Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem. Que essa possa ser a sua e a minha afirmação nesse dia.

Que a graça do Senhor seja sobre nós.