9 Perseguiram-nos os egípcios, todos
os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavalarianos, e o seu exército e os
alcançaram acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, defronte de
Baal-Zefom.
10 E, chegando Faraó, os filhos de
Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram
muito; então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor. 11 Disseram a Moisés: Será, por não haver sepulcros no Egito, que nos tiraste de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito?
12 Não é isso o que te dissemos no Egito: deixa-nos, para que sirvamos os egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto.
13 Moisés, porém, respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver.
14 O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis.
15 Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem.
A
travessia do mar vermelho é um marco na história do povo de Deus. É parte da
história de Israel, jamais poderia ser esquecida pelo povo, e deveria ser
celebrada todos os anos, como parte da páscoa. A páscoa todos nós sabemos que
significa o favor de Deus em direção ao seu povo. Primeiro quando os livra da
escravidão do Egito, levando para a terra prometida, após atravessarem o mar
vermelho, e depois nossa libertação do pecado, em Jesus Cristo, nos levando
para a eternidade, de volta para a casa do Pai.
O
texto que acabamos de ler é o relato imediatamente anterior à travessia do mar.
Foi o acontecimento depois das dez pragas, depois da celebração da páscoa
(quando o sangue de um cordeiro foi aspergido nos umbrais das portas, para
livrá-los da morte), quando eles já estavam deixando o Egito.
Conforme
Deus havia falado, o coração de Faraó se endureceu mais uma vez, e este se
arrependeu de deixá-los ir, perseguindo-os com o objetivo de mantê-los cativos.
Aqui,
fazendo um parêntese, podemos entender que: “Aquele que nos escraviza, fará de
tudo para nos manter cativos”.
E
o povo ao ver o exército de Faraó reagiu com medo. Ficaram assustados e
chegaram a duvidar sobre o fato de terem deixado o Egito, se isso era realmente
bom para eles. Olharam para o tamanho do inimigo e se esqueceram da grandeza e soberania
do seu Deus.
E
o que aconteceu? O que esse texto tem para ensinar a nós?
Olhando
para esse acontecimento com nossos irmãos, podemos aprender que se queremos
vencer o inimigo, cruzar o mar vermelho a pé enxuto e tomar posse da terra
prometida nós também precisamos dar ouvidos ao que disse Moisés. E o que foi
que ele disse?
Vs 13 - Não temais!
Não
temas. É claro que diante das circunstâncias que muitas vezes nos cercam nós
podemos ficar assustados e temerosos. Entretanto não podemos deixar o medo
tomar conta de nós.
O
medo da derrota nos rouba até mesmo a chance de tentar. Se deixar dominar pelo
medo e se acovardar nos impede de lutar.Israel teve medo, mas ouviram o alerta de Moisés e não se deixaram dominar por esse medo.
E você? Tem vencido os medos na sua vida?
Certa vez ouvi que uma pessoa corajosa não é alguém que não sente medo, mas sim alguém que não se deixa vencer pelos seus medos.
Muita
gente gostaria de alcançar coisas grandes, mas por medo, nem tenta. O medo do
fracasso nos impede de alcançar o sucesso.
Israel
precisava deixar o Egito, mas se ficassem com medo do inimigo, se ficassem com
medo do que poderiam enfrentar pela frente, teriam continuado escravos para
sempre.
Quando
nós escolhemos deixar o pecado, quando queremos abandonar os vícios, quando
decidimos levar a vida com Deus à sério, satanás fará tudo para nos assustar e
nos fazer desistir.
Porém
se quisermos realmente alcançar as promessas de Deus para nós, precisamos dar
ouvidos ao que disse Moisés:
NÃO
TEMAS!
Moisés disse mais: vs 13 – “...aquietai-vos e vede o livramento do Senhor
que, hoje, vos fará;”
Em
outras palavras ele estava dizendo: Permanecei firmes e verão a vitória do
Senhor.
Moisés
disse isso porque quando Israel ficou assustado começou a murmurar. Essa é uma
atitude muito comum no nosso meio. Quando estamos com medo, quando estamos
confusos, muitas vezes falamos além da conta.
O
povo já estava murmurando contra Deus, contra o líder, contra tudo. Mas Moisés
lhes diz: Aquietais-vos...Irmãos, há tempo de falar, mas há tempo de calar também. Melhor é calar do que murmurar contra Deus.
Nós
podemos falar sim, mas há uma diferença grande entre falar com Deus e murmurar
contra Deus.
Nós
precisamos aprender isso. Eles estavam ali porque Deus os havia enviado àquele
lugar, então Deus iria lhes dar o livramento.
Se
nós estamos andando na vontade de Deus, não há porque entrar em desespero e
murmurar sem parar.
O
inimigo se levantou? Tá enfrentando adversidade na sua vida? Está passando por
lutas?Há duas coisas a fazer:
- Procure saber se você
está andando de acordo com a vontade de Deus e se não estiver, se o problema
está em você, procure consertar-se o mais rápido possível.
- Se sim, se você está
em paz e teu coração é reto diante de Deus, não se preocupe. Aquiete-se e veja
o livramento que o Senhor fará.
Israel
ouviu Moisés, aquietou-se e Deus os livrou. Isso pode acontecer comigo e com
você da mesma forma.
E sabem porque irmãos, sabem porque
devemos nos aquietar? Olhem o que nos diz o vs. 14:
vs.14 – “O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis”.
A
peleja não é nossa. A peleja é do Senhor.
Assim
como o medo, o nosso muito falar não nos livra do inimigo, pelo contrário. Pv
10.9 nos ensina que “No muito falar não
falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente”. Uma tradução na
linguagem de hoje diz: “Quanto mais você fala, mais perto está de pecar; se
você é sábio, controle a sua língua”.
Então,
deixe Deus agir. Deixe a peleja nas mãos do Senhor. Precisamos entender que o
nosso inimigo é muito grande para nós, que os nossos problemas são gigantes
diante de nós, mas não há nada maior que o nosso Deus. O Deus que cremos, o
Deus que servimos é o Deus do impossível. “Pois para Deus nada é impossível” Lc
1.37.
Ele
é grande e poderoso. Ele é o Deus forte, mas temível que todos os falsos
deuses.
Qual
o pai ou qual a mãe que vendo seu filho em perigo não vai em seu socorro? E
Deus é o nosso pai, nosso paizinho amoroso. Moisés ensinou isso ao povo hebreu
e a Bíblia continua ensinando a nós.
Aquietais-vos
pois o Senhor pelejará por vós.Eles pararam de murmurar, deixaram Deus fazer e puderam atravessar o mar. Alcançaram a bênção quando deixaram Deus fazer.
Eu
e você também alcançaremos quando pararmos de fazer tudo por nós mesmos e deixarmos
Deus pelejar por nós.
E
a seguir Deus diz a Moisés o que espera do Seu povo.
vs. 15 – “...Dize aos filhos de Israel que marchem”.
Percebemos
verdades profundas neste versículo. Marchem, não fiquem prostrados esperando
ser pegos pelo inimigo. Marchem!
Temos
um alvo e o nosso alvo é Jesus. Nosso objetivo é cada dia ser mais parecidos
com Ele. Então não importa o que aconteça, devemos continuar marchando nessa
direção.
Não
importa as ciladas que o inimigo arme, não importa o quanto estejamos
amedrontados, não importa o que nos digam ou nos façam... temos que continuar
marchando em direção ao alvo.
E
porquê?
Porque
a parte divina o Senhor faz, mas a nossa parte, cada um tem que fazer a sua.
A
Bíblia relata muitos milagres. Muitas intervenções divinas. Mas se olharmos
para cada uma delas veremos a parte humana.
Exs.O milagre nas bodas de canaã – Jesus transformou a água em vinho – mas ele ordenou que enchessem as talhas com água. O milagre aconteceu na obediência, ainda que a ordem parecesse estranha. Encher as talhas com água eles podiam fazer, mas se não fizessem não haveria a transformação.
O
milagre da multiplicação dos pães e peixes – Jesus pegou aquele pouquinho de
pães e peixes, deu graças e mandou que os discípulos os distribuíssem às
multidões. O milagre aconteceu à medida que os discípulos obedeceram e saíram distribuindo.
Repartir era algo que eles podiam fazer e o milagre aconteceu nas mãos dos
discípulos.
A
ressurreição de Lázaro – duas atividades humanas nessa história. A primeira
Jesus manda que tirem a pedra e a segunda ordena que Lázaro saia. Ele não
entrou lá prá puxar Lázaro pela mão ou para desenrolar das mortálias... Mandou
Lázaro vir. O milagre aconteceu na obediência. Tirar a pedra o ser humano podia
fazer. Sair do túmulo Lázaro podia fazer, e o milagre que o homem não podia,
Deus fez.
Deus
disse a Moisés que ordenasse ao povo que marchassem. Se eles não obedecessem e
ficassem parados, ainda que o mar se abrisse, os inimigos os teriam alcançado e
eles seriam vencidos.
Uma
pessoa que pode andar não precisa ser carregada no colo. Deus não vai fazer
aquilo que nós podemos fazer.
Deus
diz para mim e para você. Marche. Não fique parado esperando que tudo aconteça,
mas continue seguindo em direção ao propósito de Deus para sua vida.
A
promessa dEle é que seria conosco todos os dias, e como foi com Moisés, será
comigo e com você.
Se
o povo olhasse para o tamanho do mar e não marchasse em frente, a história
seria outra.
Se
nós olharmos para as dificuldades que surgem quando nos entregamos a Jesus e
escolhemos caminhar com Deus, desistiremos e não alcançaremos as promessas dEle
para nós.
Por
isso a Palavra nos diz hoje: Marche.
Há
muitas situações em nossas vidas que nos assustarão. Muitas que tentarão nos
afastar de Deus e dos seus propósitos.
Talvez
hoje mesmo estejamos diante de um imenso mar que parece que irá nos afogar e
não sabemos para onde correr. Uma situação que não conseguimos resolver, uma enfermidade sem perspectiva de cura, um filho que não quer nos ouvir, a falta de trabalho, problemas de relacionamento, problemas financeiros, vícios... não importa.
Deus hoje nos fala:
Não
temas... Aquietai-vos e veja o livramento que farei... Eu pelejarei por vós...
Continue marchando, pois como fui com Moisés, serei contigo todos os dias da
tua vida.
Que o Senhor te abençoe e te guarde
Pra. Izabel Nixdorf