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"Faça todo o bem que você puder, com todos os recursos que você puder, por todos os meios que você puder, em todos os lugares que você puder, em todos os tempos que você puder, para todas as pessoas que você puder, sempre e quando você puder". John Wesley

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Um abraço que cura

"Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que

choram"; 

Romanos 12:15




Lendo o devocional No Cenáculo de hoje, pude relembrar

algo que já vivenciei algumas vezes.

Há momentos tão doloridos em nossas vidas que não

precisamos ou mesmo não queremos ouvir nada. Situações

em que não existem palavras que possam trazer consolo,

conforto ou solução. Aliás, algumas palavras fazem a

situação ficar ainda mais dolorida.


Nessas horas não há nada melhor que um abraço amigo, do

tipo silencioso, e que por si mesmo fala: "estou contigo e tua

dor é a minha dor, tua alegria é minha alegria".


Esse tipo de abraço pode gerar cura.

Você não precisa ter respostas para todas as situações, aliás,


só Deus as tem. Ainda assim você pode com sinceridade

chorar com os que choram e se alegrar com os que se

alegram.

Tenham um bom dia na presença do Pai.

Pra. Izabel Nixdorf

domingo, 20 de janeiro de 2013

Você fracassou? É hora de recomeçar!

Josué 8.1

“ Disse o Senhor a Josué: Não temas, não te atemorizes; toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a Ai; olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra”.
 
                Você já experimentou o sabor da vitória? E da derrota? Sabe dizer qual o sabor melhor?

                É óbvio que todos nós preferimos o sabor da vitória, do sucesso. Entretanto, isso não significa que não teremos também que experimentar o fracasso. Ele faz parte das nossas vidas, quer gostemos ou não.

                Infelizmente há muitas situações em nossas vidas que podemos sentir o gostinho amargo da derrota, do fracasso, da frustração. Nos relacionamentos, no trabalho, na igreja, com o marido ou esposa, com filhos... amigos... não importa, o fato é que derrotas acontecerão.

                O que fazer então? O que precisamos fazer é aprender a viver com os erros e também aprender através deles para não repeti-los mais adiante.

                Precisamos acima de tudo, ser fortes diante dessas situações. Aprender o que nos ensina Salomão em Pv 24.10 - “Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena”.

                Eu tenho dito e vou repetir: As dificuldades e as lutas acontecem na vida de todos sem exceção. A questão então não são as dificuldades, mas sim, como lidaremos com elas.

                A diferença entre uma pessoa vitoriosa e uma pessoa derrotada está na forma como cada uma reage diante das adversidades da vida.

                Israel vinha de uma grande vitória contra Jericó. Deus entregou Jericó nas mãos de Israel, derrubou as muralhas... algo grandioso e tremendo. Já no capítulo 7 lemos que Israel foi derrotado por Ai de uma forma humilhante. Eles precisaram fugir dos inimigos, correr da batalha...

                Josué ficou triste, indignado... não se conformava como podiam ter sido derrotados daquela maneira. Foi orar ao Senhor e Deus lhe revelou que havia pecado no meio do povo. Interessante observar que o pecado de um causou a derrota de todos. Muitas vezes nós pensamos que nosso pecado é problema nosso e que ninguém tem nada que ver com isso. Mas nesse caso, Acã pecou e todo o povo pereceu junto.

                Lemos ainda que o pecado que estava oculto, foi investigado, identificado, confessado, julgado e punido, tudo de acordo com a lei de Moisés. Problema resolvido? Sim e não pois embora resolvessem o problema do pecado a derrota estava lá. A humilhação ainda estava lá.

                O que fazer? A única coisa que eles podiam fazer diante daquela situação e que nós podemos fazer diante de uma situação semelhante é LEVANTAR A CABEÇA E SEGUIR EM FRENTE.

                Errou o alvo, ou seja, Pecou? Confesse o pecado, peça perdão se acerte com Deus e com quem tem que se acertar. Depois, LEVANTE A CABEÇA E SIGA EM FRENTE.

                Israel precisava seguir em frente e mais... precisava derrotar Ai. Precisava vencer o inimigo.
                Não importa quantos erros venhamos a cometer, precisamos seguir em frente porque não podemos deixar o inimigo vencer.

                O pior erro que uma pessoa pode cometer é o de desistir de tentar acertar. Precisamos tentar mais uma vez e mais uma e mais uma... quantas forem necessárias.

                Um cristão vitorioso é aquele que está sempre disposto a recomeçar. Que não se deixa abater por uma batalha perdida, mas que persevera, que segue em frente... E no capítulo 8 do livro de Josué vemos como eles alcançaram a vitória. Como recomeçaram e saíram vitoriosos. E nós podemos aprender com eles.

                Para transformarmos fracassos em vitórias precisamos de pelo menos, três atitudes que encontramos no versículo um do capítulo oito de Josué.

1ª. Atitude – PRECISAMOS NOS ANIMAR NO SENHOR

                 “Disse o SENHOR a Josué: Não temas, não te atemorizes...” (v.1).

                Toda vez que perdemos algo, ficamos desanimados. Todas as vezes que desejamos uma coisa e não conseguimos, que oramos por algo e o Senhor não nos dá, que planejamos e não conseguimos executar a tendência normal é ficar triste, desanimado.
                Além de desanimados com relação ao que aconteceu, muitas vezes também ficamos com medo do que pode acontecer se tentarmos de novo ou se não conseguirmos... Ficamos com medo do futuro.
                Onde encontramos cura para esses sentimentos? No Senhor! A cura para o desânimo, a tristeza e a desesperança vem de Deus!
                Não importa se estamos experimentando o fracasso ou a vitória, o nosso ânimo sempre vem do Senhor.
                Davi enfrentou muitos momentos difíceis e em um deles, talvez o maior, quando até seus amigos estavam contra ele, a Palavra de Deus em 1Sm 30 nos revele que ele se “reanimou no Senhor, seu Deus”, e então pode se levantar, seguir em frente e recuperar tudo que o inimigo lhes havia roubado.
                Assim foi também com Josué. Deus disse a ele: Não temas, nem te atemorizes...  E é assim conosco. Deus diz para nós não temas!

 
2ª. Atitude – APRENDA A SEGUIR AS ORIENTAÇÕES DE DEUS.

                Essa é a segunda coisa que aprendemos nesse texto. Não adianta querer fazer do nosso jeito. É melhor fazer à maneira de Deus. Na primeira vez que Josué foi enfrentar Ai ele buscou conselho humano e levou só uma parte do seu exército. Saíram com o “rabinho entre as pernas”.
                Agora olha o que Deus diz a Josué: “...toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a Ai”;
                Deus ordena a Josué usar todo o seu potencial de guerra.
                Não fique economizando armas contra o inimigo. Não economize oração, não economize jejum e principalmente não economize santidade.
                Deus usa estratégias diferentes em situações diferentes, mas não é na estratégia que devemos confiar, e sim no Deus que nos orienta.
                Israel foi derrotado principalmente por causa do pecado de Acã, pois este desobedeceu, não seguiu as orientações do Senhor.

                Não confie em estratégias de sucesso, confie em Deus. Há um escritor americano Charles Stanley que diz: “Ter sucesso é, dia após dia, ser como Deus quer que sejamos e alcançar as metas que estabelecemos sob a orientação dele”.
                Obedeça a Deus, siga suas orientações e você será bem sucedido. Errou? Siga a orientação de Deus que diz para confessarmos o nosso pecado, e recomece. Siga em frente.    

 
3ª. Atitude – PRECISAMOS VIVER CONFIADOS NAS PROMESSAS DE DEUS.

                Confiança é base para que qualquer tipo de relacionamento cresça. E o relacionamento com Deus não é diferente. É baseado na fé, baseado na confiança. Precisamos aprender a confiar mais em Deus.

                No vs 1 Deus ainda diz a Josué: “...olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra”.
                Se Deus disse que ia fazer, Josué não tinha porque se preocupar. A vitória vem do Senhor para aqueles que se apropriam das suas promessas. A promessa de Deus não tem nenhuma eficácia se não for acompanhada pela fé: “Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram” (Hebreus 4.2). Sem fé é impossível agradar a Deus e receber dele alguma vitória.

                Não importa o quão difícil tem sido sua vida. Não importa o tamanho do seu inimigo. Não importa o tamanho da batalha que você pode ter perdido, o tamanho do seu fracasso. Você pode sim levantar a cabeça e começar de novo. O que importa de verdade é como vamos terminar a carreira que nos está proposta. Podemos ter começado mal. Podemos ter quedas no meio do caminho... mas não podemos desistir, abandonar a carreira ou parar de lutar.

                Na verdade nos tornamos pessoas melhores quando conseguimos dos erros tirar lições preciosas que nos permitam alcançar vitórias e principalmente que nos permitam ajudar outras pessoas a vencer também.
                Deus tem promessas para sua vida. Deus tem sonhos maiores que os seus, então apenas confie. Apenas creia e aja de acordo com essa fé, e com essas promessas.

 
Conclusão

                Hoje é um novo dia, uma nova oportunidade. O ano tem 365 dias e tem pelo menos 365 novas oportunidades para acertarmos, para melhorarmos, para vencermos.

                Pode ser que você esteja desanimado consigo mesmo, com o trabalho, com a família, com a falta de dinheiro, com problemas de saúde, com a igreja, e quem sabe até com Deus.
               Mas creia, Deus quer te abençoar. Ele quer te ensinar a transformar derrotas em vitórias. Fracasso em sucessos.

                Ele quer te fazer mais que vencedor em Cristo Jesus.

                Para isso:
                Não temas, anime-se no Senhor.
                Siga as orientações de Deus pra sua vida (A Palavra de Deus).
                Confie que Ele vai cumprir em sua vida o que prometeu.

               

Que o Senhor te abençoe e te guarde

Pra. Izabel Nixdorf

domingo, 13 de janeiro de 2013

A importância do ministério pastoral em tempos atuais

Escrever sobre a importância do Ministério Pastoral nos tempos atuais, nos leva a refletir em como é vista a figura do pastor/a, em nossa sociedade hoje, e mesmo quais as expectativas que a comunidade de fé têm em relação ao pastor/a. Ao discorrer sobre esse tema precisamos em primeiro lugar analisar a figura do pastor/a em nossa sociedade, percebendo a pluralidade de Igrejas e ministérios que podemos encontrar, com muitas especificidades. São históricos tradicionais, pentecostais e neo-pentecostais, mais ou menos avivados, os que dão mais ou menos ênfase nesta ou naquela doutrina, são mais ou são menos “prósperos”, etc. Diante dessa pluralidade e especificidades, encontramos também muitas divisões, bem como muitos escândalos em torno de igrejas evangélicas protestantes, envolvendo nomes importantes no cenário nacional, fazendo com que a figura do pastor/a muitas vezes seja vista pelo óculos da desconfiança, pilhéria e até mesmo do desprezo. Um dos desafios para o ministério do pastor/a é resgatar essa confiança e esse respeito no meio onde estiver inserido, desenvolvendo um trabalho pautado no Evangelho de Jesus Cristo, servindo a Deus, no serviço ao próximo. Nesse sentido, vale lembrarmos o que escreve o Bispo Josué, que “para exercer qualquer um dos ministérios da Igreja a pessoa precisa experimentar em sua vida esta dinâmica do seguimento, pois Deus vocaciona discípulos e discípulas comprometidos com o Reino de Deus” . O pastor/a, não pode perder de vista o seu paradigma de pastoreio, para não cair na tentação da lógica do mundo em detrimento da lógica do reino. O comprometimento com o Reino de Deus, é pilar para o desenvolvimento do ministério pastoral.

Porém, assim como passamos o olhar pela figura do pastor/a, não podemos também deixar de contemplar a nossa sociedade como um todo. Nossa cultura, a política, a economia, a saúde, a ecologia e tudo o que diga respeito à vida. É preciso compreender as transformações ocorridas no Brasil e no mundo, principalmente a partir da revolução industrial. É necessário ter ciência da realidade que nos cerca, da globalização, das estatísticas assustadoras que apontam altos índices de violência, de abandono de crianças, de mortalidade infantil em algumas regiões, o analfabetismo que exclui aliado a má distribuição da renda que gera a miséria de muitos em contraste com a riqueza de poucos, e tantas outras mazelas sociais.

Ao olharmos para a realidade que nos cerca e que alguns poderiam chamar de caos social, indagamos sobre qual o papel do ministério pastoral, qual o papel do cristão, ou qual o papel da igreja? Somos então despertados por Jorge S. Dias quando este versa sobre a urbanização e afirma que “considerando que a cidade é este emaranhado complexo, é necessário que a Igreja procure aproximar-se dela visando encontrar ali o mistério da vida de seres humanos, com suas esperanças e desilusões e oferecer-lhes uma mensagem do Evangelho capaz de responder os seus anseios” . O ministério pastoral, no meio de tanta desilusão, tantos conflitos e mesmo tragédias, encontra a vida humana. Carente de pão e água, mas também sedenta por esperança, por compreensão, por cuidado, por alguém que se importe... sedenta de amor. Sedenta pela mensagem do Evangelho de Jesus Cristo, de forma real e concreta nas suas vidas.

A importância do ministério pastoral está em ir ao encontro daqueles e daquelas que necessi-tam, mas além de ir ao encontro está também em proporcionar e incentivar que a comunidade de fé também o faça. Está em exercer sua vocação e identidade pastoral como cuidadores/as, mas também em, como afirma Blanches de Paula, citando Josgrilberg, “recuperar a visão de Lutero e relativizar a visão calvinista do pastor. Somos todos pastores, sacerdotes uns dos outros. E a Igreja deve desenvolver, como um todo, ‘pastorais’ nas quais ela se apresenta como comunidade pastora no mundo” . O ministério pastoral não pode estar centralizado apenas na figura do pastor/a, mas no coletivo, na comunidade. Nesse sentido, todos são responsáveis pela edificação da Igreja, embora saibamos que alguns dentre os membros têm responsabilidade de edificar, exortar e animar . É fundamental a conscientização da responsabilidade de todos para com todos. Nós somos responsáveis pelo mundo em que vive-mos, pelos representantes que elegemos, pela destruição do meio ambiente, pela escassez dos recursos naturais, se não individualmente ou de forma imediata, mas na coletividade somos responsáveis direta ou indiretamente.

Os tempos atuais anseiam que o ministério pastoral, conhecedor do contexto no qual está inse-rido, busque ações junto à comunidade, e me refiro a comunidade toda, não somente a de fé, objetivando colocar em prática os ensinos básicos metodistas contidos também no Plano para Vida e Missão da Igreja, que indica a prática de uma pastoral inclusiva que tem como preocupação a integralidade do ser. Na perspectiva de que a paróquia vai além dos muros eclesiásticos, o ministério pastoral nos tempos atuais necessita ainda resgatar a sua função profética, como afirma Antonio O. de Sant’Ana, “...contra o racismo, a discriminação, contra o preconceito e a intolerância, a violência com as suas múltiplas caras ou na constante luta que travamos contra aqueles que costumeiramente negam os direitos humanos. O ministério pastoral, específico ou não, em tudo, e em todo o tempo, comunica o amor de Deus, demons-trando que um novo mundo é possível” . A importância do ministério pastoral está em não se calar frente às injustiças, mas viver a ortopraxia do discurso evangélico.

Podemos perceber a importância do ministério pastoral nas mais diversas áreas da nossa sociedade, que urgem por cuidados, por amparo, por uma voz que se levante em clamor por uma sociedade mais justa e que profetize contra a opressão sobre os mais fracos, enfim por aqueles e aquelas que se sintam vocacionados/as a ser instrumentos de Deus na proclamação do Seu reino. Ainda, procurando alguma forma de sintetizar algo complexo, a importância do ministério pastoral, citando Sathler, está no cuidado que “implica em relacionamentos baseados em fidelidade e motivação para servir de elo que facilite o livre caminhar de pessoas, famílias, grupos e comunidades pelo deserto do abandono a si mesmos, pelas ameaças à vida, com determinação, esperança e cercados de amizade” , promovendo a vida abundante, anunciada por Jesus no evangelho de João.


Por fim, a importância do ministério pastoral está em não ser necessário naquilo que Eugene Peterson afirma que os pastores são desnecessários: “naquilo que a cultura diz que é necessário, naquilo que se julgam indispensáveis e naquilo que as congregações insistem em descrever”. Não precisamos ser apenas um profissional simpático, entrando em competição na busca de poder e de prestígio, mas sim compreender que somos desnecessários e então livres para fazer o que realmente é importante.



Pra. Izabel Cristina P. Nixdorf

domingo, 6 de janeiro de 2013

Você acredita que o melhor de Deus ainda está por vir?


            O melhor de Deus ainda está por vir...
            Além de ouvir cantarem essa frase, tem ouvido muitas pessoas repetindo sistematicamente essa afirmação. Quase como um mantra, significando que as coisas vão melhorar, quando por alguma razão, não estão plenamente satisfeitas.
            Na minha ignorância ouso dizer que discordo dessa afirmação e claro quero argumentar a respeito. Porque discordo?

            1º. Não creio que exista algo melhor ou mais importante do que aquilo que o Senhor já nos deu em Cristo Jesus. Não creio que exista algo melhor ou mais importante que a salvação que nos é dada pela graça. Graça para nós, mas que custou um alto preço para Deus.

“Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Rm 8:32). Recebemos o melhor de Deus em Cristo, e todas as outras coisas que fazem parte do “pacote”, são bênçãos acrescidas sobre nós, e são temporais.

            2º. Creio também que apesar de Deus ter prazer em nos abençoar e ser galardoador dos que o buscam, é como um pai que espera que Seus filhos sejam gratos pelo que recebem e não insaciáveis que estão sempre lamentando por aquilo que ainda não conseguiram. Creio que precisamos aprender o que o apóstolo Paulo nos ensina:
“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”. (Fp 4:11-13)

“Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.” (1 Tm 6:8)

            3º. Porque o que Deus tem preparado para os que o amam, só nos é possível em Cristo.
“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou no coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” (1 Co 2.9).

            Esse texto nos fala que há muito mais que a nossa imaginação possa compreender  e eu creio nisso. Mas no contexto Paulo explica que não é possível discernir as coisas de Deus, a menos que Ele nos revele pelo poder do Espírito. Ele orienta a Igreja de Corinto a respeito das divisões existentes por questões menores, uns querendo ser mais que os outros por essa ou por aquela razão, pois a nossa unidade deve ser em Cristo. Ele não está falando especificamente a respeito dessa ou daquela bênção, mas afirmando que se estamos em Cristo, se andamos nEle, seremos pessoas diferentes e pessoas melhores. Isso inclui até mesmo aprender a ser contente em toda e qualquer situação.
            Podemos ainda dizer com esse texto sobre aquilo que o Senhor dará aos seus amados como galardão, mas isso para a eternidade quando nossas obras forem julgadas. O fogo provará qual seja a obra de cada um e receberemos ou não galardão (1Co 3.13 – 15), entretanto não tem a ver com a salvação. Podemos entender com relação a vida eterna conforme revela a Palavra em Apocalipse 21.4: “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas”.

            Entretanto tudo isso só nos é possível porque Deus já nos deu o Seu melhor, já nos deu a Si mesmo em Cristo Jesus.

            A Ele toda honra, toda glória, todo louvor e toda adoração.

             Para Refletir – Tenho me alegrado em Deus em toda e qualquer situação? Tenho estado contente com o que tenho ou me lamentando pelo que não possuo?

            Oração – Pai, ajuda-me a me alegrar em Ti e a jamais perder de vista o alto preço que foi pago pela minha salvação. Dá me um coração grato e um espírito quebrantado. Que a oração de Habacuque seja a minha oração, pois quero de fato viver pela fé.

“Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação” (Hb 3:17-18).

 Que o Senhor nos abençoe e nos guarde
nEle, que é O melhor, que já veio e fez a obra completa, e que só voltará para buscar a Sua Igreja
Pra. Izabel Nixdorf