Há algum tempo não escrevo. Muitas coisas tem me mantido longe do Blog, mas hoje até por desabafo, eu precisava escrever um pouco.
Eu tenho plena ciência que a morte e a vida pertencem ao
Senhor. Ele dá e Ele tira. Sofremos com perdas, sofremos com separações e isso
é natural, mas não precisamos nos revoltar.
Entretanto há algo sim que me revolta e é o descaso de
pessoas com pessoas. É a falta de se importar, a falta de amor, a falta de
humanidade.
Em tempo de campanha política ouvimos muitos discursos
lindos. Ontem assistindo o horário político na hora do almoço cheguei a me
perguntar se eu estava vivendo no mesmo país que estava sendo descrito ali por
alguns candidatos. E me indaguei também sobre o que pensam a respeito de nós
para fazerem mais promessas, como se em um piscar de olhos, a partir de
primeiro de janeiro de 2015, tudo seria diferente e enfim, o paraíso se
estabeleceria em nosso país. São tantos os “salvadores da pátria” que acho que
não temos mais porque nos preocupar!
Balelas e mais balelas...
Na prática, no dia a dia, na porta dos postos de saúde, dos
hospitais públicos, nas escolas, nas ruas dos bairros... o que vemos? Descaso e
mais descaso!
Quanto vale uma vida em nosso Sistema Único de Saúde? O que
é necessário para que o cidadão/ã recebe atendimento digno e não tenha seu
quadro agravado em uma maca no corredor à espera de uma vaga? Quanto tempo uma
vesícula, um rim, um pulmão ou coração pode esperar na fila?
Não me conformo. Não posso tomar a forma do mundo e achar
que é tudo normal. Não posso só me incomodar com isso quando quem está na fila
de espera for eu mesma ou alguém próximo a mim.
Não posso me conformar em ouvir a presidente do meu país
dizer: “o que são dez mil?”, enquanto muitos cidadãos levam o ano todo para
ganhar isso (lembrando que metade vai para os cofres do governo, então líquido
não ganha isso em um ano).
Não posso me conformar em ver tão pouca gente com tanto e
tanta gente sem nada.
Querer que todos sejam tratados com igualdade, com respeito,
com condições dignas de saúde, educação e segurança. Desejar que todos tenham
acesso a uma vida confortável, com condições de criar seus filhos com as mesmas
oportunidades, sem distinção por raça, credo, condição social e sexo, não é
comunismo... o nome disso é amor e são essencialmente princípios cristãos.
Deus, sei que sempre precisamos contar contigo, mas no
Brasil de hoje SÓ PODEMOS CONTAR CONTIGO.
Socorre essa nação Senhor, socorre o faminto,
o excluído, o rejeitado, o injustiçado, o desesperado... Socorre o Teu povo.
Pra. Izabel Nixdorf (precisando do Socorro do Pai)