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"Faça todo o bem que você puder, com todos os recursos que você puder, por todos os meios que você puder, em todos os lugares que você puder, em todos os tempos que você puder, para todas as pessoas que você puder, sempre e quando você puder". John Wesley

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sobre fazer o que nos faz felizes...


            É muito comum ouvirmos tal expressão: Você tem que fazer o que te faz feliz. Sentir-se feliz é uma das maiores aspirações do ser humano. Realmente é uma sensação maravilhosa e até eu, que sou mais bobinha, gosto muito de me sentir assim.
            Entretanto, tenho visto uma geração “facebookana” que me dá a impressão que sempre está tudo perfeito, e que a única possibilidade que se tem na vida é “ser feliz tempo integral”. Paralelo a isso, o que mais tenho visto é gente frustrada, triste, em processo de depressão ou totalmente deprimida.
            Leva-me então a refletir se de fato essa sensação de felicidade full time é real, pois se é, eu não a conheço.
            Vamos lá. Se eu fizer o que realmente me dá essa sensação de felicidade vou pegar uma mochila, jogar no carro e sair sem rumo. Meu esposo e eu já fizemos isso algumas vezes. Amamos viajar. Amamos sair sem programação definida, para andar por caminhos novos, estradinhas que entramos só para ver onde vai dar. Parar em lugares diferentes para experimentar a comida, e muitas vezes sair rindo, porque paramos em uma enorme furada. Como disse, já fizemos isso algumas, mas para fazermos isso uma vez ao ano, por quinze ou trinta dias, precisávamos passar outros onze meses fazendo coisas que nem sempre nos davam essa tal sensação “Happy full time”. Precisava cumprir horários, precisava aguentar patrão, clientes... precisava encarar trabalhos, provas, companheiros/as de jornada que nem sempre eram tão agradáveis. Isso me faz lembrar que a vida não é construída somente com as boas experiências, e que não se conquista nada sem que haja uma dose de esforço e dedicação. Nosso caráter é forjado nas batalhas do dia-a-dia. E quando colocado no fogo um material revela sua qualidade.
            Nós precisamos aprender a lidar com os nãos da vida. Com as frustrações, com o que não nos traz tanto prazer, até para valorizar mais, aquilo que de fato é precioso, como por exemplo, as pessoas que nos são caras, que nos amam, e que muitas vezes ferimos sem dó, em nome de uma “happy full time” que não existe.

            Só acho... 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Sobre Ser ou Estar Metodista

Hoje gostaria apenas de deixar aqui um testemunho da minha experiência como Metodista.

Não sou "metodista de berço" e me desculpem, mas não simpatizo muito com essa expressão, embora compreenda. 
O mais triste é que de berço eu fui uma cristã menos que meia boca. Embora de uma família cristã, éramos apenas nominais. Não frequentávamos assiduamente a comunidade, não estávamos envolvidos com as questões de fé, e em nosso lar, pouco ou nada se vivia a fé em Jesus Cristo.
Tive uma experiência com Jesus por volta dos 25 anos e não foi na Igreja Metodista.


Na caminhada da vida, por circunstância de mudança de cidade, tentando cumprir o ide de Jesus, começamos a evangelizar um grupo e não tínhamos pastor. Foi então que conhecemos um pastor Metodista de uma cidade vizinha que se dispôs a cuidar e pastorear esse grupo, e assim surgiu a Igreja Metodista na cidade onde morávamos.


Muito bem, porque escrevo tudo isso?


Nós não éramos metodistas, mas algo nos chamou a atenção nessa igreja. Não conhecíamos muita coisa, mas percebíamos que havia algo diferente. Havia harmonia, havia liberdade, havia respeito.

Fomos convidados a participar de um culto de encontro de pastores que estava acontecendo, reunindo pastores da sexta e da segunda região. A essas alturas já sabíamos que havia os tradicionais e os avivados... e esse encontro foi um marco na nossa vida como cristãos. Percebemos como era lindo a liberdade e harmonia entre os "diferentes"... os avivados, "avivavam" e os tradicionais, "tradicionavam". Tudo com muito respeito, em perfeita harmonia.

Tenho irmãos de carnes e somos muito diferentes, embora sejamos iguais.


Eu aprendi a louvar a Deus pelas diferenças... Amo as diferenças, porque nelas eu cresço e amadureço. Não tenho medo do diferente, tenho medo da "hegemonia plena", porque não creio que ela exista. Deus nos fez diferentes, embora iguais.

Que possamos mais uma vez ser metodistas. Pensando e deixando pensar. Trabalhando pela unidade na diversidade e acima de tudo, sermos agentes do amor.


Paz e bem a todos!

Pra. Izabel Nixdorf