Li algo hoje que me chamou a atenção e me fez parar para
refletir sobre o que dizia: Li que a “casca da noz é grossa porque o miolo é
frágil”. Claro que pensei rapidamente sobre o ser humano. Quem não conhece
pessoas que são “cascas grossas”, e ao mesmo tempo tão frágeis, tão carentes de
ser cuidadas?
Assim como a noz essas pessoas necessitam da casca ou se
sentiriam inseguras com a certeza de que seriam destruídas com muita facilidade.
Seriam devoradas por quaisquer “bichinhos”.
Refletindo ainda deduzi que ninguém nasce com essa casca,
mas ela é formada ao longo da vida. Talvez pelo próprio temperamento de cada
um, talvez pelas circunstâncias a que são expostas e também pela resiliência
que não é igual em todos.
Mas o fato é que se essa casca permanece, impede que as
coisas ruins as atinjam, mas impedem também que as coisas boas as alcancem e
ainda mais. Impede que coisas boas saiam.
O medo de se mostrar frágil impede
também que o cuidado venha sobre quem necessita. Esse tipo de pessoa, embora
queira muito, não é do tipo que costuma ser cuidada e muitas vezes não se deixa
cuidar nem mesmo por Deus.
Não devemos ser frágeis a ponto de qualquer coisa nos
abalar, mas não devemos ser duros o bastante para perder a capacidade de ser
cuidado e cuidar. Chegando aqui lembrei de uma frase célebre de Che Guevara: “Ai
que endurecer, pero sin perder la ternura jamás”.
Que a graça de Deus, que em tudo nos é suficiente, inunde os
nossos corações e nos faça ousar abrir e sair da casca.
“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes
no teu próprio entendimento” Pv 3.5.
Pra. Izabel Nixdorf
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