“Por volta
da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O
que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste”? (Mt 27.46)
Logo nas primeiras vezes que me deparei
com esse versículo bíblico, fiquei muito intrigada. Como Deus podia desamparar
seu filho amado em um momento tão doloroso? E confesso que cheguei a pensar que
quem escreveu isso, no mínimo, se equivocou. Com o passar do tempo, lendo e
orando, comecei a perceber as palavras de Jesus de uma outra maneira.
Quando Jesus foi para cruz, ele atraiu
sobre si os nossos pecados. Ele se fez maldito no nosso lugar, e Isaías diz que
o pecado faz separação entre nós e o nosso Deus. Então o sentimento de abandono
que Ele experimentou e expressou é o mesmo sentimento que eu e você muitas
vezes experimentamos. Não significa que Deus não nos ame mais, ou que de fato
tenha nos abandonado.
De fato Ele havia sido abandonado por
todos os seus discípulos, amigos, companheiros de jornada. Estava ali entre
malfeitores, mas estava ali para cumprir um propósito maior. Estava ali para trazer
salvação para o mundo. Ele estava ali para cumprir a vontade do Pai.
Nós somos muitas vezes abandonados,
traídos e enfrentamos grandes decepções. Pode ser que em momentos assim também experimentemos
a sensação de ser abandonados até mesmo pelo Pai. Entretanto Jesus passou por
isso e nos ensina que havia um propósito e como Ele venceu, nós também podemos.
Jesus foi para a cruz para que nós não precisássemos ir. Ele cumpriu o
propósito de Deus para que pudesse estar conosco todos os dias até a consumação
dos séculos. Ele prometeu e Ele é fiel para cumprir.
Por isso, eu quero te dizer que se
você está sentindo-se sozinho, triste e até angustiado, tenha convicção que
isso é apenas um sentimento. O Senhor não te desamparou e nunca te desamparará.
Ele te ama e Ele é o Deus conosco, o Deus Emanuel.
E convictos de que o Senhor sempre está
conosco, podemos dizer como o poeta: “Solidão, dá um tempo e vá saindo,
de repente eu tô sentindo, que você vai se dar mal”.
Tenham todos um mês abençoadíssimo,
confiantes de que não estamos só.
Pra. Izabel Nixdorf
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